sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Saudade, é isso que se chama.


Acordar, não sentir o teu calor. Olho para todos os lados, ainda tentando procurar-te. Não estás lá, mas parece que vais sempre lá estar. Oiço-te respirar entre os vazios da minha alma, como se ficasse sempre algo por dizer, como se ouvisse o teu grito a chamar por mim. Levanto-me, parece-me seguir o teu rasto por todos os lados, sinto a tua pele na minha. Para sempre irei tentar procurar-te no fim de toda esta vida injusta. Acreditarei sempre no teu regresso, mas por agora, estou acorrentada, estou presa na ilusão. No passado, ficaram coisas em branco. Não me perdoarei nunca, eu devia estar lá. E agora? Desculpas não interessam. As pessoas simplesmente não se interessam. Mas eu, eu sim, sempre vou estar contigo. Aqui, além, onde tu estiveres. Um sentimento, uma desilusão, uma perda. Mas...eu nunca te vou perder, porque te trago junto ao meu peito, e nunca conseguirão tirar-te de lá.

Aqui ficam palavras, a flutuar...Que daqui a anos, ninguém vai recordar. Mas eu vou. Para sempre.

Eu amei-te, eu amo-te e amarte-ei para sempre.

Um beijo de saudade, Andreia (...)